quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pagu

Mexo, remexo na inquisição.
Só quem já morreu na fogueira,
sabe o que é ser carvão.
Eu sou pau pra toda obra,
Deus dá asas à minha cobra.
Minha força não é bruta,
não sou freira nem sou puta.

Nem toda feiticeira é corcunda,
nem toda brasileira é bunda.
Meu peito não é de silicone,
sou mais macho que muito homem.

Sou rainha do meu tanque,
sou pagu indignada no palanque.
Fama de porra-louca, tudo bem,
minha mãe é Maria ninguém.
Não sou atriz, modelo, dançarina.
Meu buraco é mais em cima.


E assim a Santa vai falando de sí mesma!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

A Santa

"Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar
Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar
Vim parar nessa cidade
Por força da circunstância
Sou assim desde criança
Me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te devorar....."
(Totonho Villeroy)




Essa é de longe uma das letras que eu mais gosto do que a Ana Carolina canta.
Não sei, parece que me vejo aí.....
Nasci assim: com essa carinha de santa.... Confesso que já me livrei de algumas, graças a ela ( a cara de santa, porque na verdade, não sou muito dada a devoções).
Mas sei lá, me agrada olhar o espelho e vê-la ali, Maria, boazinha, dadivozinha....Resolví escrever o que essa carinha doce e angelical que tanto me ajudou,não me deixa expressar..... Breve,breve....